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Madri: o que visitar?

por Colaborador
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por Karina Rodrigues

Na viagem pela Espanha, a capital do País não poderia ficar fora do roteiro. Foram seis dias, dos quais dois deles reservei para conhecer Alcalá de Henares, onde nasceu Miguel de Cervantes, e Toledo, a cidade que por anos abrigou cristãos, judeus e árabes. Saí de Salamanca, de ônibus, e em pouco mais de duas horas já pisava em solo madrileño.

Arrisco a dizer que Madri é como São Paulo. Depois de conhecer cidades espanholas menores, eu me deparei com a tradicional correria de uma metrópole, com metrô, congestionamento, muitos turistas brasileiros, vida noturna intensa, diversidade cultural e muito encanto. Peguei um mapa e batendo perna fui desbravando cada canto, debaixo de um sol escaldante atípico no começo de julho de 2015.

Começo falando do famoso Triângulo de Ouro da Arte de Madri, composto pelo Museo Nacional del Prado (arte clássica), o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (arte moderna) e o Museo Thyssen-Bornemisza (do renascimento até o séc. XX). Existem muitos outros na cidade, mas esses são os principais a quem vai à capital em busca também de cultura.

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Os três ficam bem próximos um do outro e têm entrada gratuita em dias e horários determinados. De importância mundial, o Museo del Prado é o mais procurado. Custa 14 euros, mas tem entrada gratuita de segunda a sábado das 18h às 20h e aos domingos e feriados das 17h às 19h. Confesso que me surpreendi, pois, mesmo com uma longa fila, tudo é bem organizado. Ao entrar no museu, todos se espalham e não percebemos que há tanta gente.

O Museo Thyssen-Bornemisza abriga a coleção de arte da família Thyssen-Bornemisza, com mais de 1.600 obras. O ingresso custa 10 euros, mas às segundas-feiras, das 12h às 16h, a entrada é gratuita. Já o Museo Reina Sofía eu paguei para entrar porque não consegui encaixar o horário ao tempo que tinha. Custa oito euros, mas também tem entrada gratuita, de segunda a sábado das 19h às 21h, e domingos das 13h30 às 19h. Fechado às terças-feiras.

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Em Madri também passei por outros pontos turísticos tradicionais, como o Parque de el Retiro (foto de capa), o maior e mais incrível que já visitei na vida, pela singularidade, pelas formas e beleza. Vale muito a visita e ainda, de quebra, passar pelo Jardín Botánico que fica bem pertinho. É indispensável conhecer a Plaza Mayor da cidade, boa opção para passar algumas horas admirando a arquitetura local e aproveitar umas tapas y cañas.

14Pra quem gosta de literatura, uma dica é o Barrio de las Letras, que recebeu esse nome pela atividade literária desenvolvida nos séculos XVI e XVII. Nesse mesmo local residiram alguns dos escritores emblemáticos do Século de Oro Español, como Miguel de Cervantes.

Caminhando por ali, o que chama atenção são os trechos de poesia de diversos autores escritos no chão, fazendo do bairro um lugar muito especial, misturado aos comércios, cores, nostalgia e muita simbologia.

Pra fechar os principais pontos que visitei, vale a pena passar pelo Palacio Real de Madrid. É a residência oficial do Rei da Espanha, porém, atualmente, é utilizado para ocasiões especiais, como almoços, recepções oficiais, entrega de prêmios entre outros. Não entrei devido à enorme fila, mas só a visita externa já é surpreendente. Bem pertinho dali ainda tem o Templo Debod, um monumento antigo, presente do Egito para a Espanha em 1968.

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Palácio Real de Madri

 

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No Mercado de San Miguel

Antes deixar a cidade, já nos embalados das castanholas, da sangria, do tinto de verano, da paella, tente conhecer a Puerta del Sol e a Gran Vía, desfrutar das delícias do tradicional Mercado de San Miguel, fazer um passeio de teleférico e ver toda a cidade de cima, comer churros com chocolate na Chocolatería San Gines. E, claro, se der tempo, reservar um dia para ir até Alcalá de Henares, cidade vizinha que oferece uma imersão na história de Miguel de Cervantes, além de outras atrações, como sua famosa universidade.

 

Karina Rodrigues, colaboradora

Karina Rodrigues

Sobre a autora 

Jornalista e fotógrafa. Paulista muito paulistana, entre Guarulhos e São Paulo – e os olhos no mundo. Apaixonada por viagens, arte, cultura latina, fotografia, cinema, literatura, histórias, língua espanhola. Ah, e lindos jardins!

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